Saúde

Hospital e Maternidade Rio do Testo inicia obra do novo CME e projeta ampliação da capacidade cirúrgica

Investimento de quase R$ 2,8 milhões integra o plano diretor da instituição e reforça a segurança assistencial aos pacientes

19 de abril de 2026

Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

O Hospital e Maternidade Rio do Testo deu início a uma das obras mais estratégicas previstas em seu plano diretor: a construção da nova Central de Material e Esterilização (CME). O projeto representa um avanço estrutural e tecnológico que impactará diretamente a segurança dos pacientes, a qualidade dos serviços prestados e a ampliação da capacidade cirúrgica da instituição. A iniciativa é resultado de um investimento de R$ 2.796.000, viabilizado por meio de emenda parlamentar, recursos estaduais e contrapartida do próprio hospital.

A diretora executiva da unidade, Daiane Aline Uller, explica que o novo espaço vai além de uma simples mudança física. Trata-se de uma modernização completa do setor responsável por um dos processos mais sensíveis dentro de um ambiente hospitalar: a limpeza, preparo, esterilização e distribuição de materiais utilizados em todos os setores.

“A CME é a Central de Material de Esterilização e consiste em uma modernização completa da estrutura desse setor, que é onde realizamos a limpeza, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais para todo o hospital, tanto para o centro cirúrgico quanto para as demais áreas. Hoje ele está localizado dentro do centro cirúrgico, em um espaço menor, e com a obra nós teremos um ambiente físico separado, maior e com fluxo adequado. Além disso, vamos contar com novos equipamentos de esterilização, o que permitirá ampliar a capacidade cirúrgica e oferecer ainda mais segurança na assistência aos pacientes, impactando diretamente na qualidade do atendimento.”

Atualmente em fase estrutural, a obra está sendo executada pela Construtora Stein, conforme o cronograma aprovado. Neste momento, os trabalhos estão concentrados na base da edificação. Na sequência, serão realizadas as etapas de instalação dos sistemas hidráulico e elétrico, implantação dos equipamentos, testes operacionais e validação sanitária — procedimento indispensável para a autorização de funcionamento.

A previsão inicial é de conclusão em julho de 2026, com prazo estimado de 90 dias de execução, embora a direção do hospital considere a possibilidade de ajustes no cronograma em função de eventuais imprevistos comuns em obras de grande porte.

O investimento total será aplicado em duas etapas. A primeira, no valor de R$ 900 mil, já foi liberada para a construção civil por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Dr. Vicente Caropreso, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde. O hospital também aportou R$ p245 mil de recursos próprios. A segunda fase prevê aproximadamente R$ 1,5 milhão para a aquisição dos equipamentos que irão compor a nova estrutura.

A construção do CME está diretamente ligada ao plano diretor da instituição e integra o eixo voltado à segurança do paciente e à ampliação da capacidade de prestação de serviços. Segundo Daiane, a mudança física do setor trará impactos imediatos na eficiência do centro cirúrgico e nas condições de trabalho das equipes.

“Quando falamos em ter a CME em um espaço separado, estamos falando diretamente em segurança do paciente e em controle de infecção hospitalar. Hoje o setor está limitado dentro do centro cirúrgico, em uma área menor. Com a nova estrutura, teremos mais equipamentos e maior capacidade de esterilização, o que amplia o número de cirurgias que podem ser realizadas e melhora o atendimento de outras áreas do hospital. Também traz mais eficiência para o centro cirúrgico e melhores condições de trabalho para as equipes, porque cada processo terá seu fluxo adequado dentro de um ambiente planejado.”

A obra do CME não é a única frente de investimento prevista. O planejamento estratégico da instituição para o período de 2024 a 2027 contempla uma série de melhorias estruturais e tecnológicas. Entre elas está a ampliação do centro de diagnóstico por imagem, que ainda busca a formalização de recursos para se tornar um convênio, além da modernização do sistema de tecnologia da informação do hospital e da implantação de um novo sistema de laudos.

Com a transferência da CME para o novo prédio, o espaço atualmente ocupado dentro do centro cirúrgico será readequado para atender áreas mínimas necessárias ao setor, fortalecendo ainda mais a estrutura cirúrgica. Também estão em andamento o projeto da fisioterapia, melhorias em uma das áreas de internação — o chamado Clínico 2 — e outras adequações estruturais que poderão ser realizadas conforme a necessidade.

Para a diretora executiva, cada investimento realizado pela instituição segue uma lógica de responsabilidade e transparência, sempre com foco no cuidado ao paciente e na sustentabilidade dos serviços.

“Cada investimento no hospital é pensado com muita responsabilidade, com transparência e principalmente com foco na qualidade do cuidado, porque essa é a nossa atividade e o nosso compromisso com a comunidade. A CME é um passo essencial para que a gente continue salvando vidas com segurança, garantindo processos mais modernos, eficientes e alinhados com as exigências sanitárias e assistenciais. É uma obra que não aparece diretamente para o paciente, mas que sustenta toda a qualidade do atendimento que ele recebe.”

Com a nova Central de Material e Esterilização, o Hospital e Maternidade Rio do Testo dá um passo decisivo na modernização de sua estrutura. Mais do que uma ampliação física, a obra representa um avanço no modelo de assistência, reforçando a segurança, a eficiência dos processos e a capacidade de atender a demanda crescente da comunidade com qualidade e responsabilidade.

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