Polícia Civil do Paraná cumpre mandados em Pomerode e outras cidades em investigação sobre espionagem industrial
Quatro colaborares de empresa pomerodense são suspeitos de uso de informações sigilosas no ramo da indústria química
Foto: Polícia Civil / Divulgação
A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nesta quarta-feira, 18 de março, a operação Manus Infidelis para apurar suspeitas de associação criminosa, concorrência desleal e violação de segredo industrial no setor químico.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia Regional de Polícia de São José dos Pinhais e cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco municípios dos estados do Paraná e de Santa Catarina.
As diligências ocorreram em Pomerode, Brusque e Itapema, além de Guarapuava e São José dos Pinhais, no Paraná. Ao todo, quatro pessoas são investigadas, sendo ex-colaboradores e executivos da empresa vítima, com sede no estado vizinho.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a apresentação de notícia-crime por representantes legais de uma empresa do setor químico do Paraná, que apontaram indícios de uso indevido de tecnologias industriais e informações estratégicas.
As suspeitas surgiram a partir de apurações internas de compliance, que identificaram possíveis irregularidades envolvendo ex-integrantes da organização.
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A linha investigativa indica que esses ex-colaboradores, que teriam acesso a dados sensíveis como fórmulas, processos industriais e informações comerciais, migraram para uma empresa sediada em Pomerode e, possivelmente, utilizaram esse conteúdo de forma indevida. Apenas uma empresa catarinense aparece no contexto dos fatos, mas, segundo a polícia, ela não é alvo da investigação.
Conforme esclarecido pela corporação, o foco da apuração está na conduta individual dos quatro investigados. A investigação busca verificar a ocorrência dos crimes de associação criminosa, violação de segredo industrial e concorrência desleal, bem como apurar a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, anotações com fórmulas químicas, dispositivos eletrônicos, amostras de produtos e valores em dinheiro em diferentes moedas, sendo reais, dólares americanos e neozelandeses, euros, libras esterlinas e pesos da Guatemala. Parte do material recolhido será submetida à perícia técnica, incluindo a análise de substâncias químicas e a extração de dados de equipamentos eletrônicos.
Peritos da Polícia Científica também participaram da operação, realizando a coleta de amostras para futura comparação laboratorial, com o objetivo de identificar eventual reprodução de tecnologias pertencentes à empresa denunciante.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas diligências poderão ser realizadas para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.