Saúde

Pomerode não registra casos de dengue em 2026; vigilância alerta para alta circulação do mosquito

Quatro casos estão em investigação e município intensifica ações de combate e vacinação contra a doença

8 de março de 2026

Foto: Envato Elements

Apesar de não registrar casos confirmados de dengue neste ano, o município de Pomerode mantém atenção redobrada diante da alta circulação do mosquito transmissor da doença. A informação é da coordenadora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Simone Steffens, que destaca que quatro casos suspeitos estão atualmente em investigação.

De acordo com Simone, o último caso positivo registrado no município ocorreu em setembro de 2025. Desde então, não houve novas confirmações da doença.

“Esse ano nós não tivemos nenhum caso positivo de dengue. Neste momento, temos quatro casos em investigação. Um deles está aguardando resultado de exame e os outros ainda não coletaram o material. Estamos tentando contato com esses usuários para dar andamento ao processo”, explica.

Mesmo sem confirmações recentes, a gerente ressalta que a situação exige atenção constante. Isso porque a presença do mosquito Aedes aegypti continua elevada no município, o que aumenta o risco de transmissão caso o vírus seja introduzido na cidade.

Ações intensificadas de combate

Com a chegada do período sazonal da dengue, as equipes de saúde intensificaram as ações de prevenção e combate ao mosquito. O trabalho envolve agentes de combate às endemias e agentes comunitários de saúde, que atuam em conjunto nas visitas e orientações à população.

Além disso, denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito continuam sendo investigadas com prioridade.
“A gente mantém as ações de rotina intensificadas nesse período. Investigamos todas as denúncias e realizamos o primeiro atendimento em, no máximo, 48 horas. Esse trabalho é feito em parceria entre os agentes de combate a endemias e os agentes comunitários de saúde”, destaca Simone.

Outra medida retomada recentemente é a aplicação da borrifação residual intradomiciliar (BRI), um inseticida utilizado de forma preventiva em ambientes cobertos.

“Esse inseticida é aplicado em locais públicos cobertos, onde não há exposição à chuva. Ele tem efeito residual que pode durar até quatro meses. Quando o mosquito pousa nessas superfícies, acaba morrendo. Por isso estamos retomando essas aplicações agora, especialmente em locais com grande circulação de pessoas”, explica.

Entre os espaços que devem receber a aplicação estão pavilhões de eventos, rodoviária, escolas, unidades de saúde e outras estruturas públicas.

Vacinação começa pelos profissionais da saúde

Outra frente importante no combate à dengue é a vacinação. O município recebeu recentemente a nova vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, aplicada em dose única. No entanto, a quantidade recebida ainda é limitada.
Neste primeiro momento, as doses estão sendo destinadas aos profissionais que atuam nas unidades de saúde.

“Recebemos a nova vacina da dengue, que é uma vacina nacional, produzida pelo Butantan e aplicada em dose única. Como a quantidade recebida é pequena, ela está sendo aplicada inicialmente nos profissionais que trabalham nas unidades de saúde”, afirma a gerente.

A expectativa é que, conforme novas remessas sejam enviadas ao município, a vacinação seja ampliada gradualmente para a população entre 15 e 59 anos, seguindo um escalonamento por idade, iniciando pelas faixas etárias mais altas.

“Quando começarmos a aplicar na população, vamos iniciar pelas pessoas de 59 anos e ir reduzindo gradativamente a idade, justamente porque as doses chegam de forma limitada”, explica.

Para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, continua disponível a vacina do laboratório Takeda, que já vinha sendo aplicada anteriormente e exige duas doses para completar o esquema vacinal.

A Vigilância Epidemiológica também prevê a realização de campanhas de vacinação nas escolas, embora o cronograma oficial ainda não tenha sido divulgado.

Enquanto isso, a orientação das autoridades de saúde segue sendo a mesma: eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro e ao redor das residências, principal forma de evitar a proliferação do Aedes aegypti e prevenir novos casos da doença.

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