Estado

Homem que matou e ocultou cadáver da própria companheira é condenado em Araquari

Crime ocorreu em fevereiro de 2024; vítima foi morta dentro de casa e enterrada nos fundos do terreno onde vivia com o companheiro

2 de março de 2026

Foto: Divulgação / Polícia Civil / Arquivo pessoal

Um crime que chocou moradores de Araquari, no Norte de Santa Catarina, teve desfecho judicial na última semana. O homem acusado de matar a companheira no fim de fevereiro de 2024 foi condenado a 13 anos de reclusão, em regime fechado, por homicídio qualificado por meio cruel e feminicídio.

O julgamento ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2026, pelo Tribunal do Júri da comarca. O réu foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que classificou o caso como um dos mais graves registrados recentemente na comarca.

Crime ocorreu dentro da residência do casal

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPSC, entre os dias 26 e 27 de fevereiro de 2024, no período noturno, o acusado matou a companheira dentro da casa onde ambos viviam. Para cometer o crime, ele utilizou uma barra de ferro e uma marreta, atingindo a cabeça da vítima e causando sua morte.

A vítima foi identificada como Antonella de Rosa, italiana de 43 anos, que morava no Brasil há cerca de 15 anos.

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Segundo a 1ª Promotoria de Justiça, após o homicídio, o réu ocultou o corpo da companheira por vários dias, enterrando-o nos fundos do próprio terreno. O corpo só foi localizado em 6 de março de 2024, após investigações da Polícia Civil.

Julgamento e prisão imediata

Durante a sessão do júri, o promotor de Justiça Caio Rothsahl Botelho, que representou o MPSC, afirmou aos jurados que “a brutalidade dos golpes, o contexto de violência doméstica e a tentativa de ocultar o corpo demonstram a extrema gravidade do crime praticado pelo réu”.

Os jurados acolheram as teses e as provas apresentadas pelo Ministério Público e condenaram o acusado conforme a denúncia.

Da decisão ainda cabe recurso. No entanto, o réu não recebeu o direito de recorrer em liberdade. O Juízo da 2ª Vara da Comarca de Araquari aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução imediata das condenações proferidas pelo Tribunal do Júri e determinou a prisão imediata do condenado.

Possibilidade de aumento da pena

Em relação ao tempo de punição fixado, a 1ª Promotoria de Justiça informou que analisa a possibilidade de apresentar recurso para o aumento da pena aplicada.

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