Exemplo de superação
Atleta pomerodense, que vive grande superação no esporte, conquista mais um título pessoal em sua carreira
Conhecido no meio esportivo pomerodense por sua história de superação, Thomas Eisenhut participou neste fim de semana da Maratona de São Paulo. Em entrevista ao Jornal de Pomerode, o atleta comentou sobre sua participação na prova, que, segundo ele, foi um de seus maiores desafios. “Neste domingo, 24, participei da maior e mais difícil prova da minha vida: a Maratona de São Paulo. Por si só, os 42,195 quilômetros já são de assustar, mas, o calor fora de época teve uma relação direta no rendimento dos atletas. Quando largamos no Ibirapuera, a temperatura estava em 23 graus, às 7h30min, e no quilômetro 8, ainda no início da prova, já estava marcando 25 graus. No quilômetro 6, comecei a sentir um desconforto no pé esquerdo. Mas paciência, não tinha mais jeito, eu tinha que correr e esperar amortecer a dor, não poderia perder tempo, pois sabia do aumento de temperatura a medida que a prova transcorria”.
Sobre a organização do evento, Thomas revela que tudo foi muito bem feito, com poucos detalhes deixando à desejar. “A estrutura da prova foi quase perfeita, não fossem os isotônicos estarem quentes. Mas, no restante, tudo muito bem executado. Água de Coco em dois pontos, água gelada em quase todos trechos, gel carboidrato, batatas cozidas bem salgadinhas, além de todo o suporte de emergência, que foi muito acionado. Várias ambulâncias passavam para o atendimento de algum atleta, o calor estava muito forte e a qualidade do ar em São Paulo é muito ruim. Passei por muitos corredores tendo dificuldades para respirar e vomitando. Terminei a prova perto do meio dia, junto de um atleta de Belo Horizonte que correu praticamente o tempo todo ao meu lado. Na chegada, depois de uma fruta pra hidratar, ele me falou que ano passado concluiu a prova em três horas e meia, e, nesta edição, não teve condições de repetir o tempo ou até melhorar em razão da alta temperatura. Foi minha primeira e única maratona, sempre digo que não sou maratonista, sou corredor. Os maratonistas fazem uma maratona e se preparam para a próxima. Eu volto agora para as corridas de Rua e meias maratonas. Perdi muito da minha velocidade com os treinos que duraram 4 meses para esta prova. Agradeço a todos os amigos, minha família, minha esposa Vivian e meu irmão Fábio pelo apoio nos treinos”.