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GAECO deflagra nova fase da Operação Expurgo contra crimes de abuso sexual infantil, no Vale do Itajaí

Investigação apura produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil; dispositivo apreendido passa por análise técnica

11 de dezembro de 2025

Foto: Divulgação/MPSC

Na tarde de quarta-feira, 10 de dezembro, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGAECO, deflagrou mais uma etapa da Operação Expurgo, desta vez em Guabiruba.

A ação contou com o apoio da 3ª Promotoria de Justiça de Brusque e resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Segundo o MPSC, esta fase, chamada Expurgo IV, é um desdobramento das ações realizadas em junho, agosto e setembro deste ano, todas voltadas ao combate da produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ordem judicial foi expedida pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí.

Durante o cumprimento do mandado, um dispositivo eletrônico foi apreendido. Ele passará por extração pericial e análise técnica, que deve auxiliar no avanço das investigações.

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A operação teve início a partir de informações repassadas pela Polícia Federal, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil.

Com o aprofundamento das apurações, foi identificado que o investigado não apenas compartilhou material de exploração sexual infantil, como também pode ter sido o responsável pela produção de uma das imagens, fator que elevou a gravidade do caso.

O nome “Expurgo” representa, segundo o MPSC, a ideia de limpeza profunda e eliminação de práticas criminosas relacionadas à pornografia infantil. Somente em 2025, as fases anteriores da operação resultaram em cinco prisões e no cumprimento de 11 mandados em diferentes cidades catarinenses.

A ação contou ainda com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por garantir a preservação da cadeia de custódia das evidências.

Todo o material apreendido será periciado, e os laudos subsidiarão novas diligências do CyberGAECO, que busca identificar outros envolvidos e possível atuação de uma rede criminosa.

As investigações seguem sob sigilo, e novas informações serão divulgadas conforme autorização judicial.

A Operação Expurgo IV reforça o compromisso do Ministério Público de Santa Catarina no enfrentamento aos crimes cibernéticos que atingem crianças e adolescentes, intensificando o combate às práticas de abuso e exploração sexual no ambiente digital.

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