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VÍDEO: Bombeiro de Pomerode completa os 21k da Maratona usando uniforme de combate a incêndio

A ideia, segundo Lucas, surgiu ainda no início do ano, quando a corporação dos Bombeiros Voluntários de Pomerode organizou um pelotão para participar da prova dos 6 quilômetros

26 de outubro de 2025

Foto: Arquivo pessoal / Corre Brasil

A Maratona Internacional de Pomerode terminou neste domingo, 26 de outubro, com histórias de superação que marcaram o evento e uma delas foi protagonizada pelo bombeiro voluntário Lucas Alichandre, que percorreu os 21 quilômetros da meia maratona vestindo o equipamento de combate a incêndio (EPI).

A ideia, segundo Lucas, surgiu ainda no início do ano, quando a corporação dos Bombeiros Voluntários de Pomerode organizou um pelotão para participar da prova dos 6 quilômetros. “Ver aquela união me inspirou a querer encarar os 21 km. Eu já havia feito essa distância antes, mas desta vez a meta era diferente: completá-la vestindo o nosso equipamento de aproximação”, contou.

A ligação de Lucas com a corrida vem desde a juventude. Ele começou a praticar o esporte aos 17 anos, ainda como aspirante a bombeiro. “Fui muito influenciado pelo nosso ex-comandante, Vilmar Volkmann, que sempre valorizou a atividade física e tinha um carinho especial pela corrida”, relembra.

O desafio de completar o percurso com o uniforme completo, que pesa vários quilos e retém o calor, foi encarado como uma prova de resistência e motivação. “Foi um desafio pessoal muito significativo e, acima de tudo, uma forma de incentivar meus colegas de corporação. Quis representar a dedicação dos bombeiros voluntários em um evento tão importante para a nossa cidade”, explica.

Mesmo sem seguir um plano de treino específico, Lucas mantém uma rotina de atividade física intensa. “A profissão exige preparo constante. Não sigo uma assessoria de corrida, mas gosto de variar: já fiz CrossFit, pratico jiu-jitsu, musculação e recentemente comecei no boxe. O essencial é se manter ativo”, relata.

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Durante a prova, o bombeiro enfrentou momentos de dificuldade, especialmente nos quilômetros finais. “Os 21 km já são desafiadores por si só, e o EPI acrescenta uma carga extra. Minha maior batalha foi mental. Senti câimbras muito fortes nas pernas e precisei parar para alongar. Mas o apoio dos outros corredores, que paravam para incentivar, foi fundamental”, relembra.

Ao cruzar a linha de chegada, a emoção tomou conta. “A sensação é indescritível, é missão cumprida. O público aplaudindo, parabenizando, foi algo que vou guardar para sempre”, disse.

Lucas também fez questão de agradecer a família e os colegas bombeiros pelo incentivo e deixou uma mensagem de motivação. “Nunca deixe de fazer algo porque alguém duvida da sua capacidade. Foque em você e faça por você.”

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