Esporte

Uma perda imensurável

Nesta semana, o esporte de Pomerode perdeu um grande atleta e amigo, Adilson Schubert, mais conhecido como Néni

26 de janeiro de 2016

Uma perda precoce. Um grande atleta, pai, marido, tio. Assim podemos descrever Adilson Schubert, popularmente conhecido como Néni. Jogador do Caxias por vários anos de sua vida, Néni deixa um legado de muita alegria e amor para sua família e amigos.

Em entrevista ao Jornal de Pomerode, Patrícia Schubert, sobrinha de Néni, conta um pouco da história de seu tio. “Ele sempre gostou muito de jogar futebol e bocha. Ele também jogou muito tempo em Timbó, uma turma de quartas-feiras. Jogou grande parte de sua vida no Caxias, desde adolescente. Ele sempre gostou muito de animar todo mundo e sempre estava de bom humor. Mesmo quando estava estressado, não transmitia isto a ninguém. Além disso, gostava muito de fazer truques e sempre brincou com nós, os sobrinhos. Foi o tio que nos apegamos. O Néni sempre apoiou a todos. Os jogadores sentiram muito. Ele sempre esteve presente na vida de todos eles”.

Recentemente, Néni jogou o campeonato de Veteranos pelo Burega”s. “Ele sempre foi um guerreiro, corria muito. Quando alguém do time estava desanimado, ele apoiava. Jogou no Caxias durante muito tempo, e, também no Veteranos do Burega”s, já que o Caxias não tinha time de Veteranos. Outro esporte que ele gostava muito, era bocha. Se alguém pagasse um salário para ele jogar bocha o dia inteiro, ele aceitaria na hora”, revela Lucas Guilherme, namorado de Patrícia.

Néni deixa sua esposa, Adriana, seu filho Guilherme e sua filha Bruna. Apesar de toda a tristeza, o grande atleta deixou um legado de muitas conquistas. Patrícia revela que nesta sexta-feira, seus tios fariam 11 anos de casados. “É um momento muito difícil, eles fariam aniversário de casamento. Não está sendo fácil. Era um tio muito legal, vamos sentir muita falta”.

Em nota, o coordenador do Caxias, Dário Duwe, mais conhecido como Lingue, deixou uma mensagem a toda família e amigos de Néni. “É pessoal, perdemos um guerreiro. Um grande amigo, irmão, pai de família, um grande jogador. Dá vontade de desistir, mas tenho certeza que não é o que ele gostaria que acontecesse. Por isso vamos continuar, porque tenho certeza, que ele sempre estará em campo com nós. Por isso, em nome dele, de tudo o que representava para nós, vamos sim seguir. E, para isso, conto com vocês do grupo do Caxias, pois tenho certeza que é isso que o Néni gostaria que a gente fizesse, um abraço a todos”.

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