Pela primeira vez!
Aos 67 anos, Jair do Vale, morador de Pomerode, participa da tradicional corrida de São Silvestre, em São Paulo
Uma experiência única. Foram estas as palavras de Jair do Vale, de 67 anos, que mora há 15 anos em Pomerode e tem como hobby correr ao descrever sua primeira participação na Corrida de São Silvestre, em São Paulo, que este ano chegou em sua 90ª edição. A prova, realizada no dia 31 de dezembro de 2014, considerada uma das mais tradicionais do mundo, reuniu em território paulista mais de 30 mil competidores.
“Fui com um grupo de oito pessoas. Amigos meus de São Paulo há mais de 40 anos. O mais novo tinha 52 anos e o mais velho 74 anos. Fui para minha vila e lá fundaram uma associação de corredores. Lá trocamos informações e resolvemos ir juntos para a competição. Fomos no espírito de amizade”, lembra Jair, que disse que a prova é emocionante. “Quase chorei na largada. Quando faltava dois minutos desligaram o som e acionaram um telão especificando a prova e após isso a contagem regressiva para o começo. Todo mundo aguardando o início. Quando deu o tiro de largada então, foi sensacional. É uma corrida que contagia pela diversidade das pessoas”.
Jair relata que o companheirismo na São Silvestre foi o que mais chamou sua atenção. “Ninguém fala que sou isso, ou aquilo. Ali todo mundo se iguala”. João Barros da Silva, mais conhecido como Raul Seixas, amigo de Jair que o acompanha nos treinos e corridas e acabou ficando de fora da competição por causa de uma lesão, complementa que a São Silvestre se iguala a um estádio de futebol. “No local do jogo está todo mundo misturado torcendo para o mesmo time. Ninguém sabe quem é quem ali. Ninguém é maior que ninguém. A São Silvestre é semelhante”, conta João.
Nos diversos trajetos que foram percorridos na competição, Jair pontuou que o momento mais complicado é na subida da Brigadeiro. “Ali você já percorreu 13 quilômetros e são quase dois de subida. Neste momento você já está bastante desgastado”. Entre tantas atrações que são vistas e ouvidas no local da prova, Jair revela que uma das coisas que mais o marcou foi ver pais com filhos deficientes, na cadeira de rodas, correndo. Como gostou do evento, pretende repetir o feito do ano passado com seu grupo e mira o principal objetivo para 2015: participar de todas as corridas possíveis que tiver condições.