Em ascensão
Dizem que o futebol é paixão nacional quando o assunto é esporte. No entanto, na região, outro tipo de futebol vem sendo apreciado: o futebol americano. O pomerodense Diego Boddenberg atua na equipe T-Rex de futebol americano e explica que, ao contrário do que muitos pensam, o esporte é uma mistura de estratégias e trabalho em equipe.
Dizem que o futebol é paixão nacional quando o assunto é esporte. No entanto, na região, outro tipo de futebol vem sendo apreciado: o futebol americano.
O pomerodense Diego Boddenberg atua na equipe T-Rex de futebol americano e explica que, ao contrário do que muitos pensam, o esporte é uma mistura de estratégias e trabalho em equipe. “O futebol americano, ao contrário do que muitos pensam, não é um esporte só de pancadaria. É um esporte de equipes, estratégia e de contato que surgiu de uma variação do rugby e que recompensa a velocidade, agilidade, capacidade tática e força bruta dos jogadores que se empurram, bloqueiam e perseguem uns aos outros, tentando fazer avançar uma bola em território inimigo”, ressalta.
O jogo é dividido em quatro tempos de 15 minutos, que se tornam, ao final, um jogo de três horas. Cada equipe tem 11 jogadores em campo, sendo eles do ataque ou da defesa. “O objetivo do jogo é avançar com a bola até ao fim do campo (end zone) adversário fazendo o touchdown (6 pontos) e ganhar um extra point (1 ponto). A equipe que está no ataque, tem quatro tentativas para avançar no mínimo 10 jardas, via aérea ou via terrestre, cabe ao técnico e/ou ao quarterback (jogador que faz os passes e capitão do time) decidir que tipo de jogada será feita. Caso não consiga, a posse de bola passa para o outro time com o chute de Punt (devolução) ou, dependendo da distância, tenta-se o Field Goal para conversão de três pontos”, explica Diego.
O atleta do T-Rex começou sua história com o futebol americano no início do ano. “Minha história começou em 26 de janeiro de 2014 em um Try-Out, realizado aqui em Pomerode no campo do Floresta, onde eu fui para acompanhar um amigo e depois de uma hora e meia de treinos, debaixo de um sol forte de 35 graus, fui aprovado para equipe profissional do T-REX”, relata.
Diego atua na equipe como kicker e Punter, funções estas que ele mesmo explica. “Atualmente jogo como Kicker e Punter, estas duas posições pertencentes ao time de especialistas. O kicker tem funções variadas de chute durante o jogo, como quando o jogo começa dando o chute de kickoff (chute inicial) e durante a partida. Suas aparições são após um touchdown – para chutar o extra point que vale um ponto e o field goal de qualquer distância que vale três pontos. O Punter tem a função de devolução de bola ao time adversário, chutando a bola o mais longe possível. Durante o chute de devolução, um bom Punter precisa ter um excelente hangtime, o tempo que a bola fica “pendurada” no ar, para que o seu time chegue mais perto do retornador adversário e, assim, tentar recuperar a posse de bola”, conta.
Atualmente, o T-Rex está participando do Torneio Touchdown, que conta com 20 equipes e quatro conferências. “O torneio tem grandes nomes do futebol como o Corinthians, Flamengo, Santos, Vasco e Botafogo e hoje é o principal campeonato do país. Embora o Touchdown seja o principal campeonato, existem diversos outros no país e se fôssemos fazer um levantamento breve, existem mais de 200 equipes no Brasil”, reitera.
E sabendo da sua importância e relevância no esporte, estar em primeiro lugar na classificação é, no mínimo, recompensador. “Esse resultado não vem só deste ano, é um trabalho que vem sendo realizado pela diretoria do time durante muito tempo. Este ano o time está muito focado, juntamente com o nosso Coach Amadeo Salvador, o resultado que estamos tendo vem através dos treinos de terças, sextas e sábados, onde aproveitamos o máximo para corrigir os erros e sempre melhorar, pois conquistamos um degrau de cada vez. O campeonato é uma grande organização, com bons times, o que ocasiona um bom espetáculo para os torcedores. Não posso deixar de parabenizar toda a diretoria e administração do T-REX pela grande organização, acho que isto é fundamental para o desenvolvimento de uma equipe como a nossa”, afirma.
Apesar da equipe estar sendo reconhecida nacionalmente, o esporte ainda é desconhecido por aqui. “O futebol americano ainda é pouco conhecido em Pomerode, quando converso com alguém da nossa cidade, poucos sabem desta modalidade, muitos perguntam como funciona e etc, espero que esta matéria traga interesse às pessoas da nossa cidade e que futuramente possamos ter mais atletas de Pomerode no futebol americano”, revela.
Na opinião de Diego, o que falta para que o esporte cresça na região é, primeiramente, tempo. “Acredito que o tempo vai alavancar ainda mais o futebol americano no Brasil. Mas as equipes e diretores não podem apenas esperar que o tempo resolva os caminhos, é preciso trabalhar duro e se organizar e principalmente envolver os torcedores, pois não há espetáculo sem fãs”, frisa.
Sobre o futuro, Diego já tem objetivos. “É cedo para afirmar algo, pois estou apenas oito meses jogando, mas agora com o término da faculdade, pretendo focar ao máximo nos treinos de campo, academia e nutrição, pois o T-REX oferece todos estes suportes aos seus atletas e com isso futuramente pretendo fazer uma temporada de treinos nos EUA”, completa.
A equipe T-Rex joga neste sábado, dia 20 de setembro, às 14h, no Complexo Esportivo de Timbó, contra o Vila Velha Tritões. Acompanhe e torça!