Volta às aulas movimenta famílias
Após o final de ano, uma nova jornada inicia para quem possui filhos. O desejo pelo novo material escolar, junta-se à vontade de rever os amigos e conhecer os professores.
Passadas as festas de final de ano, uma nova jornada inicia para quem possui filhos. O desejo pelo novo material escolar, junta-se à vontade de rever os amigos e conhecer os professores. Não importando a ordem, ambos são inevitáveis. No entanto, a compra do material escolar para os pais pode tornar-se uma dor de cabeça. Os pais prezam pela qualidade, mas visam a economia. Já os filhos, optam pelas suas preferências e, em sua maioria, não observam valores. Discussão essa que será eternamente presente nos lares e nos bolsos familiares.
Há menos de um mês de começarem as aulas regulares, vou contar uma história que passei em casa: a primeira compra do material escolar. Isso mesmo, jornalista também é mãe, e comigo, Tatiane Hansen, não é diferente. Minha filha, Alice, é o exemplo da ansiedade que toma conta das crianças para a data. O período de férias já está fazendo com que as atividades, antes tão esperadas, como brincar durante o dia todo, dormir, assistir televisão e passar o dia inteiro de pernas para o ar, acabem tornando-se, também, tedioso. No auge de seus quatro anos, ela possui suas próprias vontades e desejos. Suas bonecas, todas vestidas de rosa, claro, são companhia certa nesse aguardo.
Num sábado chuvoso, saí disposta a eliminar todos os itens da sua lista de material. Sua euforia matinal juntou-se ao sorriso mais encantador de satisfação e orgulho e não pude resistir: a levei junto. No primeiro momento, eu pude imaginar minha conta no banco estourando e, confesso, pensei em desistir. No final das contas ponderei: vou dar essa chance a ela e, sim, sou eu que imponho os limites aqui. Partimos.
Logo que chegamos, ouvi seu suspiro de alegria junto com a frase: “Barbie, mamãe”. Meu coração palpitou. Sempre observando, a deixei checar os itens na lista junto com a atendente. Primeiro item: pasta com elástico. As opções não agradavam, pois sua cor favorita não estava presente. Eis, então, que o rosa aparece numa linda pasta da Penélope Charmosa. Seus olhos brilharam e a opção estava escolhida.
As duas seguiram pela loja, enquanto acompanhava tudo. Para alguns artigos não haviam muitas alternativas: bolas de isopor, EVA, folha dupla face, para mim, não são artigos a serem considerados parte da obsessão pelo rosa. Então pulo essa parte. Próximo item: lápis preto. Tantas eram as opções que fiquei boquiaberta, foi então que resolvi interferir. Sabendo de suas preferências, selecionei algumas opções e dei a ela a alternativa de escolha. E assim seguimos a jornada.
Fomos embora com duas sacolas, grandes, diga-se de passagem, mas necessárias. O material escolar é de suma importância para a criança, mas impor limites e dar opções que cabem no seu bolso são fundamentais também. Eu, particularmente, me senti extremamente orgulhosa do ‘não’ que soube dar na hora em que achei necessário. E a partir daquele momento, tive certeza de que a Alice já estava pronta para fazer isso pelos próximos anos. E mais do que isso, minha primeira preocupação estava errada.
Até onde a vontade dos filhos deve ser atendida?
A história pode se repetir, mas a pergunta que não cala sobre o assunto é: até onde a vontade dos filhos deve ser atendida? “Quando as crianças já possuem um pouco de noção das coisas e de valores é possível negociar. Podemos e, às vezes, devemos atender as necessidades de nossos pimpolhos. Mas nada além de nossas possibilidades, principalmente financeiras”, ressalta a psicóloga Leyla Karen Karsten.
Quando o assunto passa a ser os pequeninos, a situação pode mudar de visão. Há sempre uma liberação maior quando se fala das crianças pequenas e é nessa fase que impor limites pode se tornar uma tarefa ainda mais difícil, principalmente para os pais que desejam agradar. No entanto, hoje em dia, as crianças de dois ou três anos já sabem o que querem. Para a psicóloga, os pais não devem esquecer que as crianças pequenas não sabem o valor das coisas ou o real significado dos personagens ou mesmo dos objetos (materiais) comprados. “Com esta idade, nós adultos, devemos começar a mostrar para as crianças o significado das coisas, sem mentir e sem contar histórias cabeludas. É tudo muito simples falar a verdade e somente responder o que elas estão perguntando, não tente explicar além. Tenho certeza que vocês vão lembrar a fase do “O que é isto?” e dos “Por quês?”.
As crianças podem acompanhar a compra do material escolar, mas cabe aos pais impor limites a eles. A idade certa para isso depende da maturidade da criança e da negociação feita antes das compras. Mesmo com os pequeninos é importante negociar ou mesmo conversar sobre o que será feito no local. Lembre-se que é de extrema importância que o adulto cumpra com o combinado para que os filhos sempre acreditem no que você está falando. Quando forem maiores, é interessante que eles participem das compras para que deem mais valor ao que foi comprado.
Obviamente, os adolescentes também estão inclusos nessa lista, mas de uma maneira um pouco diferente. Sendo maiores, eles são, teoricamente, mais maduros para a compra do material escolar. “Quando adolescente (ensino médio) podemos tentar lhe dar esta responsabilidade”, observa a psicóloga Leyla. Para tanto é fundamental que nesta faixa etária ele já saiba lidar com as situações de que nem sempre tudo é possível.
Não há regras a serem seguidas, aqui o bom senso é o segredo. Bom senso de ambas as partes: dos filhos que devem conciliar o bom, bonito e barato às suas vontades para que aprendam que é necessário esforço para adquirir o que queremos e desejamos; e dos pais que ao impor limites aos seus filhos, não devem privá-los de tudo, mas que saibam reforçar os conceitos do que é certo, das pequenas coisas e gestos.
Alguns cuidados a serem tomados:
Além dos cadernos, penais, canetas e demais acessórios, outro quesito fundamental na lista de materiais é a mochila. É nela que todos os outros itens estarão inclusos. E seu uso correto pode evitar dores e deformidades. Na hora da compra, aconselha-se que seja dada preferência às de alças acolchoadas com largura que não exceda o tamanho das costas da criança e com altura sobre a região da cintura, todas essas observações são para o bem da coluna e dos ombros. Pesquisas já revelaram que o peso ideal a ser carregado deve ser de, no máximo, 10% do peso corporal. Para tanto, a sugestão é de que a mochila seja arrumada todos os dias, conforme as necessidades das aulas para o dia seguinte. Outro ponto importante para evitar dores, é de que a mesma seja carregada nos dois ombros e ajustada ao corpo. A sobrecarga do material escolar pode acarretar em problemas de postura, como a escoliose.
Além da mochila, outro item deve ser observado pelos pais: os calçados. Eles devem ser maleáveis e manter a base do pé estável no chão. Vale optar por calçados leves, com solados e palmilhas flexíveis. Apesar da grande oferta, os sapatos com saltinho não são aconselhados, pois podem desequilibrar as crianças, gerando quedas. Os pais devem acostumar seus filhos, desde pequenos, a utilizar sapatos que respeitem a fisiologia dos pés, sendo confortáveis e macios. O mercado oferece opções que seguem a moda e preocupam-se com o desenvolvimento. Sugere-se que informações sobre os calçados sempre sejam buscadas antes da compra.
Novidades na educação em Pomerode
A partir do dia 1º de janeiro deste ano a Escola Estadual Testo Central Alto, passou a ser responsabilidade do município, sendo então entitulada Escola Municipal Testo Central Alto. A partir da autorização do convênio e do Legislativo, toda a estrutura escolar Estadual passará, aos poucos, para Municipal, que desta forma irá gerir toda aquela estrutura, possibilitando que a Secretaria Municipal de Educação implemente o ensino fundamental naquela região. Assim, com a autorização da Casa Legislativa de Pomerode e o convênio firmado com o Estado, melhorará os índices de excelência, que já possui a educação da cidade. O Prefeito Municipal de Pomerode, Paulo Maurício Pizzolatti, atendeu desta forma, o pedido da comunidade, além de ser atingida uma proposta de campanha.
Conforme a Secretária de Educação e Formação Empreendedora (SED), Professora Neuzi Schotten, há muitos anos a comunidade solicitava a municipalização da Escola Estadual Testo Central Alto. “Muitos eram os anseios dos moradores daquela região. Eles também reivindicavam a criação de uma creche na localidade. Essa era ainda a única escola pública em Pomerode que tinha o Ensino Fundamental. Hoje, praticamente 100% das escolas na cidade estão municipalizadas”, diz.
Vantagens da Municipalização
Cerca de 200 crianças serão beneficiadas. A Secretaria de Educação implantará toda a grade curricular do município, o que inclui aulas de inglês, alemão, artes, educação física, ensino religioso, e com professores específicos desde o primeiro ano.
A escola possui um laboratório de informática, que veio por meio do Governo Federal, através do PROINFO. O próximo passo da atual Gestão Municipal é disponibilizar um profissional para o setor. “Temos que reformular a Biblioteca e contratar um bibliotecário. Serão oferecidos aos alunos a disciplina de Empreendedorismo, a Biblioteca Móvel, o Sistema Apostilado, dentre outras ações desenvolvidas pelo Município no âmbito escolar.
Neuzi explica que futuramente se pretende implantar uma creche e um novo refeitório, para que os alunos do Ensino Fundamental não precisem mais atravessar a rua para realizar o lanche. “Em médio prazo pretendemos construir um refeitório do mesmo lado do Ensino Fundamental e deixar a Educação Infantil só de um lado”, explica a Professora.
Falta de uniformes na rede estadual
Alegando remanejamento de recursos financeiros, o Governo do Estado de Santa Catarina não entregará uniformes escolares aos alunos da Rede Estadual de Ensino neste ano letivo. Mais de um milhão de alunos ficarão sem uniformes escolares, que faziam parte de um programa na área da Educação do Governo do Estado de Santa Catarina.
O valor gasto com uniformes escolares, atingia a ordem de R$ 70 milhões por ano. Segundo a Secretaria de Estado de Educação, este valor será destinado ao pagamento do salário dos professores, que foi alterado. Por enquanto, nenhuma medida foi apresentada como alternativa para solucionar o problema.