Educação

Capoeira e cidadania ensinada na escola

O Centro Educacional Nossa Senhora de Fátima, sempre prioriza atividades que tragam o amadurecimento dos alunos. São oficinas e exercícios em várias áreas, de culinária a esportes ,que visam preencher o conteúdo curricular, uma vez que a escola atua no período integral. A oficina de Capoeira foi criada com o intuito de desenvolver a disciplina, promover a coordenação motora e a concentração.

1 de junho de 2015

O Centro Educacional Nossa Senhora de Fátima, sempre prioriza atividades que tragam o amadurecimento dos alunos. São oficinas e exercícios em várias áreas, de culinária a esportes ,que visam preencher o conteúdo curricular, uma vez que a escola atua no período integral.
A oficina de Capoeira foi criada em 2010 com o intuito de desenvolver a disciplina, promover a coordenação motora e a concentração dos alunos. No início, o projeto sofreu resistência dos pais e alunos, por não conhecerem esse esporte que faz parte da história do Brasil.
Trazida para nosso país pelos escravos africanos, a capoeira era a maneira que os negros encontravam de se divertir e manter os músculos fortes. Eles também utilizavam os golpes de capoeira para se defender.
Hoje são 120 alunos participando das aulas de capoeira ministradas todas as sextas-feiras pela professora Edene Silva Souza, do projeto Muzenza, de Blumenau. As aulas são de 35 minutos, com o máximo de 20 alunos cada.
A professora explica que cada idade tem uma aula diferenciada. “Com os pequenos trabalhamos mais o ritmo, utilizamos objetos como bambolês, pandeiros e cordinhas. Com os mais velhos já começamos a trabalhar alguns movimentos em roda de capoeira mesmo”.
A diretora da escola, Irmã Aurora Tenfen, relata que os alunos já apresentam melhora na concentração dos alunos. “Quando implantamos essa oficina, com auxilio da psicóloga da escola, indicamos quais alunos deveriam receber mais atenção e direcionamento para determinadas atividades, isso já nos dá resultados expressivos”.
Como citamos, o início foi complicado, pois muitos pais tinham preconceito quanto à capoeira. “Apesar de em Pomerode haver a predominância da cultura alemã, os alunos se interessam sobre o assunto e querem participar. Quando alguns pais ainda não conheciam o projeto, algumas crianças pediam para fazer as aulas mesmo assim”, relata a professora da escola Marilde Cirilo Agostini.
As aulas de capoeira são realizadas em parceria com o Instituto Robert Bosch, que paga os honorários da professora de capoeira; do C.E. N. Senhora de Fátima ao ceder o espaço e dos pais dos alunos na compra do uniforme necessário para a prática do esporte.
A professora Edene conta que os alunos já desenvolvem o senso de responsabilidade com relação à segurança dos colegas. “Eles tomam muito cuidado nos movimentos. Quando jogamos em roda, eles já entendem os sinais e respeitam os limites de cada um. A cada aula eles vêm mostrar algum movimento novo que já conseguem fazer sozinhos”.
Sem contar na aula de história do Brasil, agregando conhecimento e cultura na vida das crianças. As rodas de capoeira iniciam sempre com um causo de escravo, algum sofrimento ou episodio da época e isso coloca os alunos, não só em contato com o esporte, mas também com a cultura e história viva do nosso país.
A cidade mais alemã do Brasil mostra mais uma vez que também preserva a cultura do Brasil, passando para as crianças da cidade um pouco de toda a miscigenação que é feita nessa nação.

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