“É fazer a diferença na história de vida daquela pessoa”: enfermeira de Pomerode fala sobre a profissão
Enfermeira que atua há mais tempo no HMRT fala sobre a vivência na profissão
Foto: Arquivo pessoal
O dia 12 de maio é a data instituída para homenagear uma classe fundamental para a saúde: os enfermeiros. Isso porque é celebrado o Dia Internacional da Enfermagem, na data de nascimento da inglesa Florence Nightingale, considerada a mãe da enfermagem moderna.
Florence foi a criadora da primeira Escola de Enfermagem da Inglaterra, no Hospital Saint Thomas, em Londres e recebeu a Ordem do Mérito, em 1901, durante a Era Vitoriana.
Florence Nightingale nasceu em Florença, na Itália, no dia 12 de maio de 1820, na época em que seus pais residiam na Itália. Filha do milionário William Shore Nightingale foi aluna do King’s College de Londres. Em uma viagem ao Egito, visitando hospitais, despertou sua vocação para a Enfermagem, apesar de na época não ser uma atividade digna.
Com uma pequena equipe, com os equipamentos necessários e com um trabalho árduo, mesmo contra a negligência dos médicos militares, o ambiente tornou-se propício para atender aos enfermos. A dedicação que devotava aos doentes reduziu drasticamente as mortes no hospital militar.
E com o passar dos anos, a profissão de enfermeiro ganhou ainda mais notoriedade e importância, sendo fundamental em uma equipe completa de saúde. Em Pomerode, no Hospital e Maternidade Rio do Testo, Ariane Aparecida Pacher Wolter, de 36 anos, é quem está há mais tempo atuando na instituição, com 12 anos de dedicação à Enfermagem, no hospital pomerodense.
Formada em Enfermagem pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), desde 2009, passou a exercer a profissão no ano seguinte, 2010.
O que a fez escolher a profissão?
Influência familiar e o contato com as pessoas.
Quais os principais desafios no dia a dia? Quais os aspectos mais desafiadores?
Nosso maior desafio é manter a qualidade na assistência ao paciente mesmo com rotinas intensas de trabalho, escassez de materiais hospitalares no mercado, pressão dos pacientes e da sociedade. Prestar um atendimento com empatia sem se distrair de nossas atribuições exercendo o papel com responsabilidade e compreendendo a dor do outro.
Após os últimos 3 anos, com pandemia e os desafios na área da saúde, como foi passar por esta experiência?
Foi uma experiência bem intensa e difícil. No início não tínhamos EPIs adequados, tivemos que readequar a estrutura do hospital para melhor atender os pacientes, rever os protocolos, déficit de profissionais, sendo que muitos estavam cansados e com medo da contaminação.
Quais os aspectos mais gratificantes da profissão?
Acompanhar o tratamento do paciente, ver a sua recuperação, proporcionar conforto para ele e seu familiar é muito gratificante. Saber que todo o trabalho valeu a pena. É fazer a diferença na história de vida daquela pessoa.
Defina, em uma frase, a sua trajetória na profissão?
“Escolhe um trabalho que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” Confúcio.