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“Eu estou sempre lapidando as coisas na internet”: morador de Pomerode conta como começou a colecionar videogames e memórias em família

Morador de Pomerode tem coleção com cerca de 60 videogames em casa, de diversos modelos e épocas, e fala sobre o hobby, que tem o apoio da família

23 de julho de 2023

Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

Uma paixão que se transformou em uma coleção cheia de histórias. Marcio Erbs é morador de Pomerode e um aficionado por videogames e pelo universo dos jogos e filmes. Em sua casa, Marcio mantém, com orgulho, uma coleção com centenas de modelos de videogames e outras centenas de bonecos e objetos relacionados a este universo.

O universo dos games passou a fazer parte da vida dele ainda na infância, quando ganhou de presente o seu primeiro videogame. “O meu primeiro foi o Odyssey, lançado na década de 70 e ganhei de presente dos meus pais. Tenho, inclusive, a nota da compra guardada comigo até hoje. Eu tinha uns 11, 12 anos, na época e foi no ano de 1994. Me lembro, ainda, que ganhei a televisão preto e branco, que tínhamos em casa, pois meus pais também compraram uma colorida”, relembra o colecionador.

No entanto, a vontade de colecionar os videogames e conhecer mais sobre este mundo não veio logo. O hobby de colecionador só começou a surgir há cerca de oito anos, para Marcio, quando visitaram a casa da mãe dele e lá encontraram uma relíquia: um Super Nintendo.

“Era um Super Nintendo que eu joguei na infância e acabei vendendo o aparelho. Com este dinheiro, comecei a garimpar outro videogame no mercado e comprei. E assim começou, ia vendendo e comprando coisas novas, guardando para mim caso conseguisse algum produto melhor, mais novo ou mais raro”, afirma.

Hoje, a coleção de Marcio possui mais de 60 videogames, contando os portáteis, além de bonecos, carrinhos e objetos relacionados a filmes e jogos. São mais de 400 itens deste tipo.

Um dos itens mais populares da coleção são os diversos exemplares do Nintendo 64. Inclusive, um dos desejos de Marcio é completar a coleção com todos os modelos de videogames já fabricados pela marca. “Tenho versões do Nintendo Wii, inclusive e Mini, do Super Nintendo, que é do primeiro lote já fabricado, por exemplo. Para completar a coleção da Nintendo faltam apenas dois modelos”, conta.

Marcio comenta, também, que possui algumas raridades em seu acervo, que são cuidadas como se fossem um valioso tesouro.

“Um dos mais raros é o Virtual Boy, que teve 25 mil unidades no mundo, apenas. É um portátil. O jogo não é muito bom, por isso vendeu pouco e como foram feitas poucas unidades, se tornou raro. Um outro, mais exótico, é um jogo de Mega Drive, com a parte da frente de uma motocicleta, o guidão, acelerador, freio, que achei na internet. Fui mostrando para outros colecionadores, e ninguém nunca tinha visto, até que uma pessoa de Bombinhas me disse que um irmão tinha um desse. Procurei muito em sites de compra e Youtube, mas não achava nada sobre este Mega Drive, que é a moto. Entrei em contato com o maior colecionador de videogames do brasil, que tem uma desse vermelha, de 8 bits, só que a minha é de 16 bits. Ela é tão rara, que nem os colecionadores não sabem o quanto é diferente e difícil de achar”, destaca o colecionador.

 

Primeiro videogame que Márcio teve, na vida. (Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

 

Além de buscar constantemente na internet itens que estejam sendo vendidos por um bom preço e que estejam em bom estado, Marcio fez um curso de eletrônica e, assim, conseguiu conhecimento para consertar algumas coisas, que pareciam destinadas ao descarte. Desta forma, também pôde aproveitar alguns achados especiais relacionados ao mundo dos games.

“Eu estou sempre lapidando as coisas na internet, procurando diferentes preços, diferentes locais, até achar boas oportunidades. Algumas coisas eu comprava com algum defeito, algo que não estivesse funcionando, e conseguia consertar. E o que não tem conserto, vira objeto de decoração em nossa casa”, garante o colecionador.

A esposa, Ana Cláudia Stocki, comenta que o hábito de jogar com um dos vários videogames que o marido possui virou um passatempo em família e são vários os momentos em que eles estão juntos, se divertindo com algum jogo virtual.

Além disso, ela elogia à dedicação do marido para com aquilo que lhe faz bem.

“O Marcio é muito caprichoso, cuida muito de tudo, com carinho e dedicação. Fico feliz por ele ter um hobby que faça bem a ele e que une a toda a nossa família”, destaca.

Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode

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