Esporte

Uma profissão movida por altas velocidades

Sérgio Pein está no ramo automotivo há mais de 20 anos, cuja paixão começou desde cedo.

28 de janeiro de 2023

Sérgio Pein (no meio) celebrando o título com sua equipe na categoria Turismo Nacional | Foto: Divulgação

Chegar ao pódio não é apenas mérito do piloto que chegou em primeiro lugar ou entre os três da frente. Ter uma boa equipe também é fundamental para que o resultado possa se concretizar.  Um exemplo disto, foi em 2008, quando Felipe Massa, então piloto da Scuderia Ferrari, teve seu campeonato prejudicado por erros de estratégia da equipe, durante o mundial de fórmula 1 daquele ano, perdendo o título, na última corrida do ano, em Interlagos, para Lewis Hamilton, que ali conquistava o seu primeiro de sete mundiais ao longo da sua carreira.

E, um pomerodense vive essa adrenalina nos boxes e também na oficina, preparando carros que participam de corridas estaduais e também nacionais. Sérgio Pein está no ramo automotivo há mais de 20 anos. A paixão pela velocidade começou desde cedo e, inicialmente, chegou a participar de campeonatos automobilísticos como piloto, juntamente com seu irmão, Guenther.

Depois de alguns anos, decidiu deixar de lado o volante e decidiu trabalhar com a parte mecânica dos veículos, sem deixar as corridas de lado. Com isso, começou a montar carros preparados especificamente para corridas de terra.

Na oficina do pai, em Testo Alto, Pein faz a montagem dos veículos, com tudo que é recomendado e permitido por regulamentos específicos de cada campeonato e também de cada categoria. No local, o pomerodense trabalha com motores, instalação das barras de proteção, conhecidos como santo-antônios, instalação de câmbio, suspensão, amortecedores e tudo que envolva a parte mecânica do carro.

“Cada carro tem uma montagem diferente. Às vezes, precisamos adaptar as peças para que possa se encaixar perfeitamente no motor ou em qualquer parte mecânica. É um trabalho que demanda tempo e paciência, pois em uma corrida, tudo pode ser perdido com uma falha ou acidente”, comenta Pein.

 

Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

 

O mecânico pomerodense comenta que, para um carro ficar pronto, com todos os acessórios e especificações que o transformam em um veículo de corrida, demora cerca de duas semanas. Pein trabalha sozinho e durante as corridas, no fim de semana, conta com auxílio de outros profissionais.

No meio de tantas peças, adaptações, muito trabalho e longas viagens, vieram os mais de 25 títulos conquistados, com pilotos diferentes e categorias distintas, com pilotos aqui de Pomerode e também de outras cidades, que optaram por correr com a equipe de Pein. O último, veio em 2022, na categoria Turismo Nacional, em Goiânia, juntamente com o piloto Juninho Berlanda.

“Esses títulos fazem parte de um trabalho em equipe. Ninguém faz nada sozinho. Eu tenho um carinho muito grande pelos pilotos com quem já trabalhei. No fim, acaba sendo uma grande responsabilidade, pois há aquela apreensão e nervosismo antes das corridas, se tudo vai dar certo. O resultado é consequência de um trabalho realizado aqui em Pomerode e depois, com a execução dos pilotos, nos autódromos”, relata o pomerodense.

 

Pein trabalha em oficina localizada em Testo Alto | Foto: Raphael Carrasco / Jornal de Pomerode

 

Agora, para 2023, Pein já tem um calendário recheado de corridas e as expectativas continuam altas. Ele comenta que a preparação já está sendo feita e que, mesmo com o título conquistado no ano passado, pode melhorar ainda mais o desempenho do carro.

“Todo ano a gente tá em busca de melhores resultados, independentemente da conquista anterior. Os adversários estão sempre atrás de melhorias, pois também estão atrás da vitória. Eu faço isso porque gosto, são finais de semana que a gente se desloca até os locais, viagens longas, porém tudo isso é feito com muito carinho pela profissão”, finaliza.

 

Notícias relacionadas