Ex-presidente é homenageado
Robert von der Heyde, popular Billy, foi lembrado pelos anos em que esteve à frente do Metropolitano, nas comemorações dos 12 anos do clube blumenauense.
O dia 22 de janeiro de 2002 ficará para sempre na memória dos amantes do futebol, pois na oportunidade, foi dado o pontapé inicial para uma história de sucesso dentro deste esporte. Nesta data, nascia o Clube Atlético Metropolitano, com o intuito de retornar o período de glórias aos torcedores blumenauenses. Após 12 anos, o sentimento é de dever cumprido e a emoção dos fiéis e apaixonados torcedores permanece a cada partida realizada. Com o objetivo de retribuir esse apoio, a diretoria do Verdão do Vale promoveu, na noite de terça-feira, dia 21, uma festa em comemoração ao aniversário do clube. O churrasco reuniu um grande número de pessoas, que torcem e colaboram para o crescimento do clube. No ato, os presidentes que geriram o Metropolitano neste período também receberam as devidas homenagens.
Um deles é Robert von der Heyde, o popular Billy, que foi Diretor de Futebol durante 2002 e 2003, assumindo, logo após, o cargo de Presidente, para o biênio 2004 / 2005. No ano seguinte, ainda deu a sua contribuição dentro do clube, participando da sua administração. Normalmente, nos clubes existe uma continuidade de gestores, que ficam por longos períodos. Já no Metrô não, pois em 12 anos foram seis presidentes diferentes. Essa rotatividade é interessante, pois há novas ideias e pensamentos, que são muito benéficas ao clube ressalta. Billy também diz que a maioria continua atuando dentro do clube, quando entregam o cargo. Todos acabam vivenciando o clube de uma forma diferente, expondo suas opiniões. No meu caso acontece o mesmo. É bom, mesmo não estando lá efetivamente, levar as experiências que já tivemos no mundo do futebol, até porque foram bem sucedidas, completa.
O ex-presidente conta que a sua experiência dentro do futebol de Blumenau se deu pela atuação em Pomerode. Na época (2002), eu era presidente do Vera Cruz e trouxemos, na oportunidade, o Biro-Biro para disputar o campeonato da LPD. Isso me deu uma visibilidade muito grande e, como eles estavam iniciando um trabalho, recebi o convite e aceitei, assumindo o posto de Diretor de Futebol, conta. Dois anos mais tarde, o desafio foi a presidência do clube. Em sua gestão, o Metropolitano subiu da Terceira para a Primeira Divisão de Santa Catarina, onde permanece até hoje, bem como, houve a escolha do mascote, com envolvimento das escolas. Outro legado foi o hino revolucionário para os padrões futebolísticos, em forma de pop/rock, substituindo as velhas marchinhas. Por se tratar de um clube novo, era preciso haver um diferencial nesse sentido também. Até houve, na época, algumas restrições, mas todos absorveram a ideia e a canção é um das marcas registradas do clube, enfatiza.
Segundo Billy, isso contribuiu, e muito, para o surgimento de novos torcedores, em virtude da transição pós-BEC (Blumenau Esporte Clube) que a cidade atravessava. Foi um período bastante complicado, pois muitos clubes haviam tentado se firmar e ficaram pelo caminho. Mas tudo isso foi superado com muito trabalho e dedicação. Eu sempre dizia para os meus diretores que não queria o resgate dos torcedores antigos, mas sim, que a nova geração fizesse parte do projeto, trazendo consigo seus pais, para que também tivessem esse envolvimento. Tenho a consciência de que atingimos este objetivo.
O homenageado conta que sempre foi movido a desafios, e que participar de um clube profissional, após bem sucedida experiência no futebol amador, foi mais um deles. Sou natural de Blumenau e cresci ouvindo que era impossível fazer futebol naquela cidade. Mas como sempre gostei de desafios, encarei mais este com muita disposição. Não sou o único responsável por existir futebol naquela cidade mas, com certeza, sou um dos, pois comprovamos que é possível, sim, enaltece. Billy acrescenta que o clube não é somente de Blumenau, mas da região. Só é preciso que ele conquiste um título importante para que essa identidade seja criada. Já há uma identificação, pois não há mais nenhum clube profissional na região. O Metropolitano caminha para buscar esse reconhecimento. Eu acredito que o ano de 2014 será histórico para o clube, acrescenta.
Com relação à homenagem, ele se diz muito satisfeito, pois se trata de um reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu, cravando seu nome da história do clube. É gratificante você ser lembrado pelas coisas boas que fez. Lógico, nem tudo foram ‘flores, mas, entre erros e acertos, o clube completou 12 anos e eu me orgulho de ter feito parte disso. Tenho a consciência de que fiz o meu melhor e pude deixar as portas abertas no Metropolitano. Torço muito pelo seu sucesso, finaliza.